"No final daquela paz, que ninguém poderia perturbar, os dedos das mãos trocavam leves e risonhos toques e o corpo era percorrido pelos olhos de cada um.
No final daquela paz, sabia-se que a criação teria sido perfeita: cada um ostentava a metade metafísica do outro.
No final daquela paz nunca se media o final. Era um conforto interno, um aconchego e uns braços em redor. Ninguém jamais poderia ser capaz de destruir ou derrubar uma estrutura tão cuidada como era a fortaleza de um abraço. Segura.
O corpo era apenas o veículo, não obstante de poder sentir algo, algo que a alma sentia a dobrar. No final daquela paz, lia-se bem nos olhos o que nunca se conseguira dizer. O amo-te era perfeito, assim só, não descrevia nada, e perfeito eram os momentos em que eles estavam juntos e se tocavam, abraçavam e beijavam… E sem dizer mais nada - nem amo-te - o resto passava ao lado daquela paz.
Sim, deveria ser sempre assim…"
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