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quinta-feira, outubro 21, 2010

Também quero

Alguém corria freneticamente rua acima, para o lugar onde ela ia dar. Acabava numa calçada cinzenta, uma espécie de praça, e ali estaria uma rapariga à espera da pessoa que corria louca. O rapaz chegou ao pé dela com o fôlego muito puxado e ainda sem recuperar pegou-lhe nas mãos e brindou. Gritou a plenos pulmões para o céu:

- EU ESTOU LIVRE, Maria! ESTOU LIVRE!

E muitas lágrimas lhe corriam pelo rosto enquanto dizia isto. Então abraçou-a, deu voltas e voltas com ela, até ficarem tontos, enquanto desejava um milhão de «obrigados». Ela ria e dizia-lhe para parar e ele parou e deitou-se no chão da calçada fria. Ainda a vê-lo chorar, não sabia se devia abraçar o amigo ou dizer para ele se levantar – as lágrimas seriam um misto de tristeza e alegria. Então ela deitou-se ao lado dele e perguntou-lhe:
- O que vês?

E ele respondeu à rapariga que estava radiante ao seu lado, por ao fim de tanto tempo ver o amigo a sorrir, ainda a soluçar:
- O céu hoje é vermelho e as nuvens são algodão doce… - disse entre uma risada que se estendeu até ao horizonte.  

segunda-feira, outubro 18, 2010

Não sei de amanhã

Eu não sei o que é, sabias?
Não sei aquilo que vai em mim
Nem porque é que me deu…
Sei que tem vindo há uns dias,
Não sei porque estou assim;
Sei apenas que sou eu.

Mas ser que não é ser quem...
O que se passa comigo dói
E foi assim que eu fiquei.
Sei que até não me faça bem...
Não sei é do que é que foi
Nem aquilo que é eu sei…

[é do Hoje]

terça-feira, outubro 05, 2010

Sempre o céu

Vem para ao pé de mim
E eu mostro-te
Que o tempo não existe
E que a realidade
É o nosso corpo
Apenas…
Vem para ao pé de mim
E eu mostro-te
Como eles fazem as estrelas
Como o céu não é limite
E como a lua
Tem vida…
Vem para ao pé de mim
E sente-te segura
Sem medo de acordar
Do sonho.
E entretanto,
Dá-me a mão…