Vinha eu confortavelmente sentado num banco de trás do autocarro número trinta e seis e eis que me deparo com mais um daqueles cartazes que publicitam os filmes em exibição no cinema. Lamento mas não vou fazer publicidade ao filme. Ocorreram-me imensas cenas de um filme romântico com um nome daqueles. E então comecei a pensar mais e mais, e quando pensei mais um bocadinho imaginei uma cena presente em quase todos os filmes do género – excepto se forem comédia: sempre perto do final, o(a) protagonista dão o fora, viajam não sei para onde por qualquer razão; e o outro(a) protagonista vai atrás do primeiro. E esta pequena cena deu-me que pensar. Pensei: “será que sim? Que se corre atrás de alguém?”; “será que é preciso fazer uma viagem para alguém correr atrás de nós?”; “ou será que os realizadores fazem de propósito para criar mais suspense?” (o que me pareceu a pergunta mais lógica!).
Na minha pequena dúvida sobre os filmes do género, que não os de comédia, olhei enredado pela janela com um ar tão pensativo como a estátua de Michelangelo. E vi uma menina muito bonita tipo Scarlett Johansson descer o passeio com uma t-shirt que dizia “I wait here for you” que, traduzido para português, significa “esquece lá os filmes românticos que não os de comédia”.
A mensagem que eu apreendi foi a seguinte. Na vida as coisas acontecem em tempo real. Na vida o final dos filmes não é reflectido porque as pessoas não são parvas nem ganham vinte mil dólares por fazer uma cena romântica. De facto, na vida, não temos de ter medo e desejar finais 'à la filme' porque as coisas acontecem naturalmente. Pelo menos enquanto meninas muito bonitas tipo Scarlett Johansson andarem com t-shirts que digam “I wait here for you” que, traduzido para português, significa…

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