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quarta-feira, novembro 10, 2010

Do amor

“O amor, realmente, é um artefacto estranho de se entender. Alguma gente diz que o percebe, pouca gente percebe quando o sente e ainda menos gente sabe quando está perante ele – ou quando ele está a um palmo do seu nariz. Ainda assim as pessoas insistem que é com ele que são felizes – que é o mesmo que dizer uns com os outros. Mas falando desse artefacto incólume e ao mesmo tempo tão desbaratado, as pessoas quando amam, e de ambas as partes, fazem sentir-se bem uma à outra, pondo cada lado com perfeito à-vontade para qualquer situação. O que de facto não pode sobrar é a evidência das qualidades soberbas e capacidades que cada singular tem para oferecer ao plural. De vez em quando, lá se soltam um ou outro tímidos defeitos, esses que nem eram para ser mostrados; mas que interessa? Há uma pessoa do lado de lá que nos ama. E desta maneira é que o amor funciona – as pessoas já não. Elas não são amor. Geralmente elas são mais complicadas e, para salvar a mão à palmatória, dizem ilustremente que o amor é que é. Ainda que as faça felizes…”

1 opiniões:

Pa* disse...

É estranho de facto e falas como se fosse simples de lidar com ele.. não é de todo.. é quando temos mais certeza que gostamos que nos é mais difícil reagir.